Proteja sua empresa contra a inadimplência com o Seguro de Crédito

Proteja sua empresa contra a inadimplência com o Seguro de Crédito O ano de 2015 foi uma verdadeira turbulência para praticamente todos os brasileiros, mas para os empresários, em especial, foi um grande desafio. Crise, aumento de impostos, encarecimento do crédito, disparada do dólar, acompanhada pelo aumento dos preços e pela tão temida inadimplência. Em outubro, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, alertou para um provável aumento, justamente da inadimplência, no segundo semestre. A diferença é que agora não é mais apenas o consumidor comum que está atrasando pagamentos ou dando calote.

As empresas, até mesmo as grandes, estão se tornando insolventes, sobretudo devido ao aumento do dólar. O diretor lembrou que, geralmente, são grandes empresas que tomam recursos no exterior. O que muitos empresários não sabem é que existe um seguro que pode ajudá-los a mitigar perdas financeiras causadas pelo atraso ou não pagamento, por parte dos clientes – sejam eles consumidores comuns, ou até mesmo outras empresas – por serviços e produtos entregues e vendidos. É o Seguro de Crédito. Este produto possui duas modalidades:

Riscos Comerciais – que tem por objetivo cobrir as operações de crédito realizadas pelo Segurado (credor), somente com pessoas jurídicas domiciliadas no país; e

Quebra de Garantia – que tem por objetivo cobrir as operações de crédito realizadas pelo Segurado (credor), especialmente aquelas relativas à venda de bens de consumo, para pessoas físicas ou jurídicas. Por proteger as operações de venda e prestação de serviços, e consequentemente o fluxo de caixa e balanço financeiro de seus clientes, este seguro é visto por muitas instituições financeiras como uma garantia, o que acaba facilitando a obtenção de crédito para as empresas.

Segundo Marcele Lemos, Presidente da Coface do Brasil, uma das seguradoras que comercializam o produto, existem ainda outras vantagens para quem o contrata. “O seguro de crédito promove, muitas vezes, uma alavancagem de vendas, pois permite que o cliente aumente seu Market Share, conquistando novos clientes sem preocupação, uma vez que a Coface avalia o risco financeiro deste novo cliente.

Além disso, tendo sua operação protegida, a empresa pode alongar prazos e perfis de pagamentos, tornando seus produtos mais competitivos. Isso sem falar na redução de custos devido à dedutibilidade fiscal e ao fato de o processo de cobrança ser conduzido pela Coface”, enumera.

Perspectivas desafiadoras

Com a economia do país em forte recessão, muitos empresários, que já vêm sentindo os efeitos da crise na pele, têm sido responsáveis pelo aumento da venda do seguro de crédito. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), os prêmios diretos arrecadados em seguros de crédito interno cresceram 16% no acumulado de janeiro a outubro de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014, um excelente resultado tendo em vista que, no conjunto de seguros gerais, os prêmios cresceram apenas 5%.

Marcele aponta ainda para um fim de ano magro para o comércio varejista. “Os lojistas podem esperar um Natal com crescimento menor que os anos anteriores. Com os juros altos, os consumidores irão gastar menos e irão utilizar o 13º para quitar as dívidas”, diz. Para 2016, a expectativa é que o nível de inadimplência continue elevado, “pois as fontes de renda estarão mais escassas, assim como a inflação continuará alta, o crédito mais caro e o desemprego elevado”, conclui a executiva.

No entanto, o aumento da taxa de sinistralidade da carteira (quociente entre sinistros ocorridos e prêmios ganhos) preocupa. Segundo a Susep, a sinistralidade do seguro de crédito interno passou de 75% nos primeiros dez meses de 2014 para 129% em igual período de 2015. As razões são o aumento da inadimplência dos clientes e da quantidade de empresas em recuperação judicial, lembrando que o seguro é acionado quando a empresa segurada leva calote em operação comercial ou quando uma companhia que lhe é devedora entra em concordata.

Ambos são obviamente efeitos da situação econômica atual e do travamento de atividades em áreas chaves da economia como construção civil e petróleo e gás. As seguradoras têm respondido com aumento dos preços das apólices, o que lhes recompõe o necessário equilíbrio financeiro, mas pode arrefecer um pouco a procura pelo seguro.

June 3rd, 2016 by A Security Insurance Agency